15/10/2017

O SEO tem que vir de dentro...

...para ser feito de fora.


Num contexto de optimização para motores de busca o conteúdo ainda é o mais importante elemento que podemos ter um site: isto origina a que colaboração da empresa proprietária é imprescindível para um trabalho que atinja pelo menos um patamar mínimo de indexação no Google.

Mesmo após vários anos, os responsáveis pela adjudicação da construção de sites que são obviamente quem mais sabe do seu negócio, continuam amiúde a descurar a sua própria fatia de trabalho e até a responsabilização pelo conteúdo do site.



Não obstante as devidas e honrosas excepções, a experiência que tenho com as PME portuguesas diz-me que não só os responsáveis empresariais têm pouca noção do que querem realmente comunicar - o que me provoca sempre algum espanto - como têm sérias dificuldades em colocá-lo por palavras adaptadas a uma leitura em web, que seja rápida, concisa, hierarquizada se possível recheada das devidas keywords que serão pesquisadas pelo seu público-alvo.

A vantagem inegável é que estas lacunas internas só tornam cada vez mais notória e premente a necessidade de construção de conteúdos por terceiros. Nos últimos anos também assisto a esta tomada de consciência do empresário de PME, dado que muitos preferem focar-se no que é o seu core business e deixar a redação de textos para quem é mais especializado no assunto.

Esta adjudicação de conteúdos em outsorcing não pode no entanto implicar a desresponsabilização já referida anteriormente: na prática isto significa que devem ser dados tópicos e sugestões para que o redactor de conteúdos consiga desenvolver em condições o seu trabalho. Cabe também ao redactor indicar o caminho a seguir, para que – mesmo a partir de uma conversa em reunião – consiga obter “ovos para fazer omeletes”. Para produzir conteúdo válido, a informação tem que vir de dentro, de quem sabe de facto do seu negócio.

09/02/2017

Cinco Coisas Gratuitas

...que são grandes ajudas!


Uma lista que certamente irá crescer.

Grammarly


Com plugin para Chrome, o Grammarly verifica a gramática do que estamos a escrever no navegador. Significa isto que assinala as frases mal construídas ou com gralhas, até porque se até os que não falam inglês nativamente falham, muito mais quem o tem "só" como segunda lingua.

É útil especialmente quando estamos a escrever conteúdo que acabamos de traduzir mentalmente.

O Grammarly obtem-se aqui.

Google Tag Assistant


Com o Google Tag Assistant é muito fácil verificar a boa colocação das várias tags da Google, principalmente a omnipresente do Analytics. Nem é preciso abrir o código para ver.

Instalar para o Chrome aqui.


Hoot Suite


O Hoot Suite permite agendar vários posts para até quatro redes sociais de forma gratuita, de uma forma mais completa do que o próprio agendamento do Facebook deixa fazer. Há a lacuna de não ter a localização mas as vantagens são várias: gestão integrada de todas as redes, agendamento a horas mais prováveis de gerar interacção. A versão paga tem um universo de coisas adicionais.

O Hoot Suite está aqui.

Netbeans


Se é necessário editar código - e é, para quem faz site, ou então you'r doing it wrong - é preciso um editor. O Netbeans cumpre o que é necessário. Abre PHP e CSS, encontra o que é preciso e faz sugestões ao escrever o CSS. Para quem como eu pouco percebe e faz mais alterações ao que está já feito. é tão completo que por vezes dá a sensação de estarmos a colher uma flor de retro escavadora. Para mim, é excelente.

O Netbeans pode ser obtido aqui.

Filezilla


É antigo mas se há coisa que não pode faltar é um programa de FTP para pelo menos instalar um CMS no servidor. O Filezilla nunca falha, permita organizar muito bem os diversos acessos aos servidores e até colocar uma cor de fundo em cada janela aberta.

O Filezilla descarrega-se aqui.


02/06/2016

Site Live Chat

A minha experiência com live site chat

Como não gosto de inventar, não vou dizer que subitamente fiquei perito nesta funcionalidade de conversação em site. Pretendo no entanto descrever as vantagens mais óbvias e explicar um pouco a colocação desta aplicação.

Depois do lançamento da última versão do site da empresa onde trabalho - e sim, isso dava vários tópicos sobre toda a construção e planeamento do site - foi experimentar duas aplicações de site chat. Há outras claro, mas a abordagem que aqui faço é genérica e vou explicar ainda porque optei pela que tenho activa ultimamente.

Outro cliente meu viu imediatamente as vantagens desta funcionalidade, pelo que também a implementei no site da Porteleva.

Site chat: O que é?


O site chat é uma aplicação instalada num web site que permite conversão em tempo real entre os utilizadores do site e o suporte. É uma helpdesk para sites e que necessita de alguém do lado da empresa que possa responder ou abordar pro-activamente os utilizadores.


Porquê usar?


As vantagens parecem-me evidentes:

  • Face humana: é um interface de comunicação humano que está ali disponível. As pessoas gostam sempre de saber que está alguém "do lado de lá", que há mais além de pixeis num ecrã;
  • Atenção: Transmite uma sensação de preocupação com o utilizador do site;
  • Fomentar contactos: o site chat fomenta contactos e aumenta o retorno do site;
  • Custo: o custo vai de zero a baixo, passando pelo ridiculamente baixo. Há planos limitados mas ainda assim com muitas funcionalidades nos modos gratuitos.
  • Informação. Muita informação: podemos saber de imediato de onde veio o visitante. Em que páginas do site andou, há quanto tempo está lá. Browser, sistema operativo. Número de visitas. Ficamos com o registo do chat e da visita de modo a poder melhorar e dar seguimento às solicitações.

Como implementar?


ANTES de implementar considere os seguintes factores, disponibilidade e conhecimento:

  • Vai estar online grande parte do dia com o browser aberto? Os chats recebidos avisam quem está em frente ao computador mas se não vai estar aparecerá como ausente grande parte do tempo.
  • Tem um mínimo de conhecimento sobre as perguntas que possam surgir? Se não tem, mais vale deixar essa responsabilidade a quem tenha e queira assumir. É um contacto directo com possíveis clientes, não é bom empurrar isso para alguém que o faça "contrariado" ou como mais uma tarefa aborrecida!
A implementação em si passa pela simples inscrição no serviço e colocação de um código Javascript no site. As desvantagens técnicas passam por ter mais uma solicitação HTTP a servidor externo e o código externo pode não estar compactado: site ligeiramente mais lento.

De resto é tão simples quanto inserir o código através de copy paste num bloco html. Seja com o meu CMS de eleição Concrete 5 ou Wordpress, é acessível. As configurações da caixa de chat - cor e posicionamento por exemplo são feitos no mesmo painel de controlo onde vai ter o chat.


Sugestões de serviços?


Uma pesquisa sobre live chat for site mostra muitos resultados mesmo, a mim recomendaram-me inicialmente o Zopim Chat, que experimentei. Conta aberta, código colocado no site, tinha o chat a funcionar em menos de 5 minutos.

Dica: configurar a caixa de chat e tudo o que for possível ANTES de implementar no site.




Posso afirmar que no dia da implementação tive 3 conversas, das quais duas resultaram em pedido de orçamento, através de reencaminhamento para o respectivo formulário. Nos dias seguintes este valor baixou, mas nem sempre estive disponível (o chat passa automaticamente para Ausente passado um tempo). Ainda assim, diria que tive cerca de uma conversa diária, sem pro-actividade.

O Zopim oferece 14 dias de periodo experimental com todas as funcionalidades activas. Depois disse o pagamento mínimo é de 15 USD por mês. Não me parece um valor alto, pelo contrário. Passado esse período há uma versão lite, mas esse versão não permite sequer a personalização do widget, que acho essencial para estar visualmente integrado no site.

Passados esses dias, e por escolhas que não pertencem aqui, tive que procurar outra opção.

Achei então o Smartsupp, um concorrente directo do Zopim. O interface é todo ele muito semelhante - o que é positivo - e a versão gratuita permite personalização do widget.


Aqui uma janela de chat. Repare nos dados do visitante:


Uma funcionalidade do Smartsupp que me deixou boquiaberto, até porque me parece que está na versão gratuita, é a gravação do comportamento dos visitantes! De facto podemos ver a movimentação e cliques do cursor do visitante. Escolhe-se o visitante...


...e literalmente "vê-se" o que andou lá a fazer:



Isto para mim é uma mais valia enorme, e já me levou até a pequeníssimas alterações em algumas páginas.


Uma nota para a Pro-actividade: passa pela abordagem ao utilizador do site. É a empresa que inicia o chat. Basicamente, se eu notar que a pessoa está lá à X minutos, posso dizer "Olá, em que posso ajudar?" abrindo assim a caixa de chat. Há até automatismos para isto. Fiz isso algumas vezes mas pareceu-me espantar as pessoas do site e lembrar-lhes que tinha a janela aberta ali esquecida. Quase todas saíram.

Em caso de Ausência: o sistema permite ao visitante deixar uma mensagem e recebemos um email com a mensagem. Portanto, mesmo com baixa disponibilidade para o chat, é mais um sítio onde o visitante pode deixar o contacto.


Portanto, em resumo: site chat é para manter e acho uma mais-valia enorme para um site. Suponho que quando envolve e-commerce é ainda mais importante.

Há outros widgets, se conhecer e quiser partilhar a sua opinião, força nisso.

13/04/2016

Hamburguer para Todos!

O que é o ícone hamburguer?

É um ícone de três linhas, inventado no princípio dos anos 80. Muito velhinho portanto. Estamos habituados a vê-lo principalmente na navegação em suporte móvel porque é compacto é simboliza as linhas de menu que aparecem quando se toca ou clica nele.

Porquê para todos?

Porque este ícone, que até é prático quando não temos muito espaço para ter um menu de navegação extenso, está a invadir tudo: é como a erva das pampas, pouco a pouco apodera-se de tudo.

Não faz sentido, quando desde há anos temos a possibilidade de ter sites responsive que são específicos para três tamanhos diferentes - telemóvel, tablet e desktop - ter um ícone para compactar num site desktop o que não precisa de ser compactado.


Em Janeiro de 2016 o tamanho de ecrã mais utilizado é de 1366x768 com o 1920x1080 logo a seguir. Juntos são mais de 50%. E com todo o frenesim em torno dos suportes móveis, a verdade é que ainda pouco passam dos 5%, sim apenas 5% dos utilizadores totais (sei que em países como a Índia, ou em alguns países africanos, a utilização mobile é maioritária).

Ou seja, estamos a trazer para um ecrã de 20 ou 22'' de diagonal, um ícone que serve para compactar menus num dispositivo de 5''. Não estamos a facilitar a navegação, estamos a esconder o mais importante do site atrás de um ícone pouco explícito que até a Apple quer matar.

Mas é assim tão mau usar o botão hambúrguer?

Não, no tal contexto restrito de utilização móvel. Mas em desktop é mau, e parece ser só usado "porque é moda". E mesmo nas aplicações móveis é fácil de verificar que há melhores soluções alternativas (mais sobre este link em baixo).

Um bom exemplo de como isto é perturbador para a navegação é o site do Record. A utilização do ícone ali no canto, transforma o site disto...


...nisto:


E havia espaço para tudo (essa captura foi feita com o browser em 1366x768 ). O menú não só está escondido como tapa todo o conteúdo do site.

Como diria Kevin O'Leary



Veja ainda este link recomendado com análise aprofundada e alternativas: deep.design/the-hamburger-menu. Interessante o que aconteceu com o site da NBC analisado não é? Veremos como fica o site do Record daqui a uns tempos.

Actualização: Um excelente artigo com um estudo de usabilidade sobre este tipo de menu pode ser encontrado aqui: Hamburger Menus and Hidden Navigation Hurt UX Metrics. Cito:

Navigation Recommendations 
What are the takeaways of this research for your next design project?
  • Desktop: There is plenty of screen real estate for displaying navigation options, and we recommend:
  • Do not use hidden navigation (such as hamburger icons) in desktop user interfaces.
  • Instead display the top-level navigation options, usually across the top of the page or down the left side.
  • Mobile: For phones, there is no hard-and-fast rule. But our general recommendations are:
  • If your site has 4 or fewer top-level navigation links, display them as visible links.
  • If your site has more than 4 top-level navigation links, the only reasonable solution is to hide some of these. We did find that the usability penalty imposed by hidden navigation is very present on mobile, but it is smaller than on the desktop. [...]


31/03/2016

Site novo. E agora?

Tenho um novo site pronto. E agora?

Implementar um site completamente novo ou um site remodelado, passa por mais do que apenas mudar o servidor, ou fazer upload do novo site. Sem querer entrar em pormenores técnicos, que até fazem mais parte do departamento de IT, aqui partilho uma pequena lista para ter em conta.

Teste com outras pessoas: Ao trabalhar muito tempo no mesmo projecto o nosso cérebro toma algumas coisas como adquiridas e podemos desleixar erros que estão ali mas que já descartamos automaticamente. Mostre o site a outras pessoas e vai ver que há sempre alguém que repara numa gralha, num ícone em falta. Pessoalmente admito que tenho tendência para achar defeitos nos sites dos outros, e os web developers com que trabalho gostam disso.

Teste formulários: tem mesmo a certeza que todos os contactos do site, principalmente formulários, estão a funcionar devidamente? Teste uma última vez para se chega tudo direito.

Verificar a velocidade e o SEO: sim, já sei que esteve centenas de horas a olhar para aquelas páginas. Se fez as coisas direitas, tem o SEO bem preparado, com as tagas correctas e com o devido tamanho, textos em condições com bom conteúdo e sem erros.

Não obstante, com ferramentas on-line que detectam aquilo que está mesmo debaixo dos nossos olhos rapidamente, é possível fazer melhorias de última hora. Há várias, a maior parte delas a atrair a serviços melhores e pagos. Eu uso o Web Site Grader. Aviso já que é complicado atingir os 100% sem conhecimentos técnicos avançados mas é possível optimizar os resultados da análise com alguma facilidade e - claro! -. trabalho.

Não é mau, mas pode ficar melhor.


Preparar Cache do CMS: eu trabalho apenas com o Concrete 5, mas creio que os outros CMS mais vulgarizados, como o Wordpress, também o permitem. Ao trabalhar e editar o site, conteúdos, CSS, etc, devemos estar com a cache desligada, de forma a obrigar o browser a "puxar" as coisas do servidor a cada alteração. Para publicação, ligar a cache do CMS de forma a melhorar a velocidade do lado do utilizador.

Vamos ligar isto tudo!


Inserir código do Google Analytics: o site novo vai assim manter as estatisticas do site antigo, permitindo assim um termo de comparação. Deve ser a última coisa a ser feita, só quando entrar mesmo on line, de forma a não falsear resultados. Isto também comprova perante o Analytics que somos proprietários também do site novo. Um Dica Útil: O Chrome possui uma extensão para verificar a existência das tags do Google. É o Google Tag Assistant e confirma se essas tags, nomeadamente a do Analytics, estão correctamente implementadas. Se usa tags de remarketing ou relacionadas com o Google AdWords, mais útil vai ser.

Chame o Google Bot: já tem o site no servidor? Chame o Google para rever o site. É de contar que já tenha um site map pronto para ele indexar tudo direito. Pode chamar o Google Bot entrando no Google Webmaster, veja aqui como fazê-lo.

E agora, força!