17/04/2018

Como evitar plágio dos seus conteúdos?

Há dias cliquei por curiosidade, no LinkedIn, num artigo cujo título prometia falar um pouco de um tema que me é caro: isto porque é uma área de actuação importante na empresa onde trabalho. Para atingir lugares cimeiros na SERP do Google desenvolvi conteúdo que foi sendo aprimorado amiúde ao longo dos anos, tendo, portanto, investido muitas horas nisto, com resultado muito positivos.

Qual não foi o meu espanto quando reconheço vários parágrafos do meu texto. Os meus sentimentos inicialmente passaram por achar piada, depois passaram por orgulho – se me copiaram é porque o conteúdo é efectivamente bom – e finalmente por alguma revolta: então tive eu tanto trabalho, para simplesmente fazerem um copy paste? Acalmados os meus ânimos, dirigi-me educadamente ao autor que igualmente de forma educada imediatamente admitiu o problema e prontamente se disponibilizou a pedir à publicação on-line para a qual tinha escrito o artigo a colocação dos devidos crédito, o que até já teria feito inicialmente. Ainda aguardo.

Isto despoletou uma preocupação: se um autor e colega copywriter faz isto, o que não farão os que não têm ligação à profissão? Pergunta feita, pergunta respondida: alguma pesquisa depois dei com cinco empresas concorrentes a utilizar conteúdo parcial ou total da página em causa, além de um professor.

Numa delas o conteúdo utilizado não era só relativo ao tema em causa, mas também relativo a outras três páginas do nosso site; noutra a cópia era tal e tão descarada, que chegaram à situação caricata de copiar também o parágrafo onde descrevo o pioneirismo da nossa empresa na área, referindo o nome: nem sabia se deveria agradecer a publicidade gratuita que foi feita no site deles.

Munido de capturas de ecrã totais disto tudo, pedi a remoção dos conteúdos às cinco empresas. No dia seguinte uma já tinha removido, sem responder. Aguardo ainda por resposta das outras.

Como podemos detectar casos de plágio?


Usei diversas ferramentas, que permitiram uma detecção rápida. Um pequeno resumo pode ser encontrado neste artigo  com algumas dicas para remover conteúdo.

Google Alerts: não é necessário nem possível colocar uma grande quantidade de texto, mas algums cabeçalhos e parágrafos seleccionados já trazem resultados. Das completamente gratuitas, pareceu-me a melhor.

Copyscape: permite inserir links e dá dois resultados. Para mais resultados é necessário pagar.

CopyLeaks: das que usei, a melhor. Só é gratuita de forma limitada, mas faz uma boa comparação entre o texto original e os copiados que encontra, com um relatório disponível. Compara o conteúdo de um link que se insira. A versão gratuita permite comparar até dois links.

E para capturar o ecrã?


A velhinha tecla PrtScn não captura uma página inteira. Portanto usei o Full Page Sceen Capture, uma útil ferramenta para criar uma imagem de uma página web, de cima a baixo, incluindo texto sublinhado.

Podem encontrar mais ferramentas de detecção aqui.

Porquê me incomodar com isso?


Além do princípio de não ser moralmente correcto tirar o que é dos outros, no meu entender o problema maior é que o Google penaliza conteúdo duplicado, tirando força aos nossos conteúdos no ranking. Portanto, se detectar, peça a remoção. Se não removerem... a lei está do seu lado: contrate um advogado!

30/03/2018

Porque é que alguns certificados SSL são pagos e outros não?

Devido à divulgação pelo Google de que os sites a correr em servidor seguro iriam receber benefícios em SEO, assistmos a uma pequena corrida aos certificados SSL. A propósito deste assunto assisti aqui há dias algures a uma recomendação de utilização de certificados SSL gratuitos, que estão disponíveis no Let’s Encrypt.

Uma conversa depois, com o meu parceiro de trabalho web Hélder Vasconcelos – que me fornece hosting para vários os sites – a conclusão foi esta: o próprio alojamento incluí um certificado muito fácil de activar pelo Cpanel. Mas como there’s no free lunch e eu já tinha comprado alguns certificados da Comodo, lá fiquei a desconfiar.

A questão é que estes certificados são self-signed: são assinados pelo próprio servidor. É como eu dizer à brigada de trânsito que tenho uma carta de condução válida e eles acreditarem em mim; ou verificarem através da carta de condução emitida pelo IMTT que de facto estou legalmente habilitado a conduzir.

Além disso ambos expiram passados 90 dias, pelo que é preciso emitir outra chave. Podemos ver aqui uma comparação entre certificados.

Quanto a estes resultados serem efectivamente uma mais valia em optimização para Google, aqui é que está o busílis da questão num excelente e pormenorizado artigo de James Parsons.

Em resumo, as desvantagens de um certificado SSL gratuito:
“It’s also worth noting that a SSL certificate that is self-signed […] will generally be added to a global list of compromised and revoked SSL certificates.”
“Even Google has a sliding scale of trust in various SSL certificates. Depending on the issuer of the certificate and the level of encryption, Google might or might not actually trust the certificate at all.” 
“Free SSL certificates are not issued to one specific agency; they’re generally shared amongst many domains and servers.”
Não tenho grandes dúvidas que o algoritmo do Google facilmente distingue entre um certificado SSL comprado e outro gratuito. Claro que nem toda a gente quererá pagar os cerca de 50€ anuais por um certificado, mas se em teoria já melhoramos tanto a optimização do site para o Google ao ponto em que ter um certificado é um factor importante, seria um risco deitar fora parte desse trabalho por este valor.

Se entretanto tiverem conhecimentos mais precisos e aprofundados desta matéria, ou outras fontes, por favor partilhar.

15/10/2017

O SEO tem que vir de dentro...

...para ser feito de fora.


Num contexto de optimização para motores de busca o conteúdo ainda é o mais importante elemento que podemos ter um site: isto origina a que colaboração da empresa proprietária é imprescindível para um trabalho que atinja pelo menos um patamar mínimo de indexação no Google.

Mesmo após vários anos, os responsáveis pela adjudicação da construção de sites que são obviamente quem mais sabe do seu negócio, continuam amiúde a descurar a sua própria fatia de trabalho e até a responsabilização pelo conteúdo do site.



Não obstante as devidas e honrosas excepções, a experiência que tenho com as PME portuguesas diz-me que não só os responsáveis empresariais têm pouca noção do que querem realmente comunicar - o que me provoca sempre algum espanto - como têm sérias dificuldades em colocá-lo por palavras adaptadas a uma leitura em web, que seja rápida, concisa, hierarquizada se possível recheada das devidas keywords que serão pesquisadas pelo seu público-alvo.

A vantagem inegável é que estas lacunas internas só tornam cada vez mais notória e premente a necessidade de construção de conteúdos por terceiros. Nos últimos anos também assisto a esta tomada de consciência do empresário de PME, dado que muitos preferem focar-se no que é o seu core business e deixar a redação de textos para quem é mais especializado no assunto.

Esta adjudicação de conteúdos em outsorcing não pode no entanto implicar a desresponsabilização já referida anteriormente: na prática isto significa que devem ser dados tópicos e sugestões para que o redactor de conteúdos consiga desenvolver em condições o seu trabalho. Cabe também ao redactor indicar o caminho a seguir, para que – mesmo a partir de uma conversa em reunião – consiga obter “ovos para fazer omeletes”. Para produzir conteúdo válido, a informação tem que vir de dentro, de quem sabe de facto do seu negócio.

09/02/2017

Cinco Coisas Gratuitas

...que são grandes ajudas!


Uma lista que certamente irá crescer.

Grammarly


Com plugin para Chrome, o Grammarly verifica a gramática do que estamos a escrever no navegador. Significa isto que assinala as frases mal construídas ou com gralhas, até porque se até os que não falam inglês nativamente falham, muito mais quem o tem "só" como segunda lingua.

É útil especialmente quando estamos a escrever conteúdo que acabamos de traduzir mentalmente.

O Grammarly obtem-se aqui.

Google Tag Assistant


Com o Google Tag Assistant é muito fácil verificar a boa colocação das várias tags da Google, principalmente a omnipresente do Analytics. Nem é preciso abrir o código para ver.

Instalar para o Chrome aqui.


Hoot Suite


O Hoot Suite permite agendar vários posts para até quatro redes sociais de forma gratuita, de uma forma mais completa do que o próprio agendamento do Facebook deixa fazer. Há a lacuna de não ter a localização mas as vantagens são várias: gestão integrada de todas as redes, agendamento a horas mais prováveis de gerar interacção. A versão paga tem um universo de coisas adicionais.

O Hoot Suite está aqui.

Netbeans


Se é necessário editar código - e é, para quem faz site, ou então you'r doing it wrong - é preciso um editor. O Netbeans cumpre o que é necessário. Abre PHP e CSS, encontra o que é preciso e faz sugestões ao escrever o CSS. Para quem como eu pouco percebe e faz mais alterações ao que está já feito. é tão completo que por vezes dá a sensação de estarmos a colher uma flor de retro escavadora. Para mim, é excelente.

O Netbeans pode ser obtido aqui.

Filezilla


É antigo mas se há coisa que não pode faltar é um programa de FTP para pelo menos instalar um CMS no servidor. O Filezilla nunca falha, permita organizar muito bem os diversos acessos aos servidores e até colocar uma cor de fundo em cada janela aberta.

O Filezilla descarrega-se aqui.


02/06/2016

Site Live Chat

A minha experiência com live site chat

Como não gosto de inventar, não vou dizer que subitamente fiquei perito nesta funcionalidade de conversação em site. Pretendo no entanto descrever as vantagens mais óbvias e explicar um pouco a colocação desta aplicação.

Depois do lançamento da última versão do site da empresa onde trabalho - e sim, isso dava vários tópicos sobre toda a construção e planeamento do site - foi experimentar duas aplicações de site chat. Há outras claro, mas a abordagem que aqui faço é genérica e vou explicar ainda porque optei pela que tenho activa ultimamente.

Outro cliente meu viu imediatamente as vantagens desta funcionalidade, pelo que também a implementei no site da Porteleva.

Site chat: O que é?


O site chat é uma aplicação instalada num web site que permite conversão em tempo real entre os utilizadores do site e o suporte. É uma helpdesk para sites e que necessita de alguém do lado da empresa que possa responder ou abordar pro-activamente os utilizadores.


Porquê usar?


As vantagens parecem-me evidentes:

  • Face humana: é um interface de comunicação humano que está ali disponível. As pessoas gostam sempre de saber que está alguém "do lado de lá", que há mais além de pixeis num ecrã;
  • Atenção: Transmite uma sensação de preocupação com o utilizador do site;
  • Fomentar contactos: o site chat fomenta contactos e aumenta o retorno do site;
  • Custo: o custo vai de zero a baixo, passando pelo ridiculamente baixo. Há planos limitados mas ainda assim com muitas funcionalidades nos modos gratuitos.
  • Informação. Muita informação: podemos saber de imediato de onde veio o visitante. Em que páginas do site andou, há quanto tempo está lá. Browser, sistema operativo. Número de visitas. Ficamos com o registo do chat e da visita de modo a poder melhorar e dar seguimento às solicitações.

Como implementar?


ANTES de implementar considere os seguintes factores, disponibilidade e conhecimento:

  • Vai estar online grande parte do dia com o browser aberto? Os chats recebidos avisam quem está em frente ao computador mas se não vai estar aparecerá como ausente grande parte do tempo.
  • Tem um mínimo de conhecimento sobre as perguntas que possam surgir? Se não tem, mais vale deixar essa responsabilidade a quem tenha e queira assumir. É um contacto directo com possíveis clientes, não é bom empurrar isso para alguém que o faça "contrariado" ou como mais uma tarefa aborrecida!
A implementação em si passa pela simples inscrição no serviço e colocação de um código Javascript no site. As desvantagens técnicas passam por ter mais uma solicitação HTTP a servidor externo e o código externo pode não estar compactado: site ligeiramente mais lento.

De resto é tão simples quanto inserir o código através de copy paste num bloco html. Seja com o meu CMS de eleição Concrete 5 ou Wordpress, é acessível. As configurações da caixa de chat - cor e posicionamento por exemplo são feitos no mesmo painel de controlo onde vai ter o chat.


Sugestões de serviços?


Uma pesquisa sobre live chat for site mostra muitos resultados mesmo, a mim recomendaram-me inicialmente o Zopim Chat, que experimentei. Conta aberta, código colocado no site, tinha o chat a funcionar em menos de 5 minutos.

Dica: configurar a caixa de chat e tudo o que for possível ANTES de implementar no site.




Posso afirmar que no dia da implementação tive 3 conversas, das quais duas resultaram em pedido de orçamento, através de reencaminhamento para o respectivo formulário. Nos dias seguintes este valor baixou, mas nem sempre estive disponível (o chat passa automaticamente para Ausente passado um tempo). Ainda assim, diria que tive cerca de uma conversa diária, sem pro-actividade.

O Zopim oferece 14 dias de periodo experimental com todas as funcionalidades activas. Depois disse o pagamento mínimo é de 15 USD por mês. Não me parece um valor alto, pelo contrário. Passado esse período há uma versão lite, mas esse versão não permite sequer a personalização do widget, que acho essencial para estar visualmente integrado no site.

Passados esses dias, e por escolhas que não pertencem aqui, tive que procurar outra opção.

Achei então o Smartsupp, um concorrente directo do Zopim. O interface é todo ele muito semelhante - o que é positivo - e a versão gratuita permite personalização do widget.


Aqui uma janela de chat. Repare nos dados do visitante:


Uma funcionalidade do Smartsupp que me deixou boquiaberto, até porque me parece que está na versão gratuita, é a gravação do comportamento dos visitantes! De facto podemos ver a movimentação e cliques do cursor do visitante. Escolhe-se o visitante...


...e literalmente "vê-se" o que andou lá a fazer:



Isto para mim é uma mais valia enorme, e já me levou até a pequeníssimas alterações em algumas páginas.


Uma nota para a Pro-actividade: passa pela abordagem ao utilizador do site. É a empresa que inicia o chat. Basicamente, se eu notar que a pessoa está lá à X minutos, posso dizer "Olá, em que posso ajudar?" abrindo assim a caixa de chat. Há até automatismos para isto. Fiz isso algumas vezes mas pareceu-me espantar as pessoas do site e lembrar-lhes que tinha a janela aberta ali esquecida. Quase todas saíram.

Em caso de Ausência: o sistema permite ao visitante deixar uma mensagem e recebemos um email com a mensagem. Portanto, mesmo com baixa disponibilidade para o chat, é mais um sítio onde o visitante pode deixar o contacto.


Portanto, em resumo: site chat é para manter e acho uma mais-valia enorme para um site. Suponho que quando envolve e-commerce é ainda mais importante.

Há outros widgets, se conhecer e quiser partilhar a sua opinião, força nisso.